HDs, cartões de memória e pendrives: Quais as diferenças entre eles?

Pendrives, cartões de memória e HDs externos no eFácil.com.br – Armazenamento extra para seus dados.

Uma das tecnologias que mais evoluiram nos últimos anos com certeza foi a de armazenamento de dados. Para comprovar isso, basta lembrar um pouco do meio da década de 90, onde o principal meio para transporte de dados eram os disquetes de 3″½. Além da leitura e gravação ser extremamente lenta, a sua capacidade era bem reduzida (1.44MB) e sua durabilidade era bastante baixa, a ponto de ser muito comum na época o usuário possuir em sua máquina algum software de recuperação de dados de disquetes com problemas.

Disquete (1.44 MB), CD (700MB) e cartão micro SD (2000MB). A evolução da capacidade de armazenamento.

Os discos rígidos, conhecidos antigamente como winchesters e atualmente como HD, também não possuíam grande capacidade de armazenamento, raramente chegando na casa dos Gigabytes. Talvez na época nem existisse muita necessidade de espaço, já que arquivos grandes como músicas, fotos e vídeos não eram muito comuns pois a criação do MP3 e o boom das câmeras digitais aconteceram somente no final da década de 90.

CDs e DVDs para gravação no eFácil.com.br – Gravação de dados, músicas, vídeos ou backup de dados

O primeiro dispositivo de grande capacidade de armazenamento que realmente se popularizaram foi o CD-R (CD gravável). Embora a mídia fosse extremamente barata, levou um bom tempo até todos os computadores possuirem um gravador de CD. Outro problema é que os CD-R não permitiam regravação de um arquivo. Gravar várias vezes o mesmo texto poderia acabar com o espaço no CD, além do processo de gravação ser bastante chato. Os discos regraváveis (CD-RW) costumavam ser mais caros e mais lentos, tornando pouco acessível no Brasil.

Com a popularização e, consequentemente, o barateamento das memórias flash, aconteceu o grande boom dos cartões de memória e dos pendrives (USB Flash Drive). Mas qual a diferença entre eles? Qual é o melhor caso para cada situação?

1- Diferença entre as tecnologias

Hds no eFácil.com.br – 320GB, 500GB e 1.5 Tera.

Praticamente todos os computadores possuem um ou mais HDs. É nele que ficam gravados os arquivos do sistema operacional, os programas instalados e os arquivos do usuário. Possui altíssima capacidade de armazenamento de dados.

Com a chegada da tecnologia 2.0 das portas USB, passou a ser muito comum usar HDs em dispositivos externos, tanto para armazenamento de dados para Notebooks quanto para fazer backups.

Por se tratar de um dispositivo com muitas partes mecânicas, ele não é ideal para ser transportado diariamente.

Tanto os cartões de memórias quanto os pendrives são dispositivos que utilizam a chamada memória Flash para armazenar os dados.  Ao contrário do que pode parecer, esta é uma tecnologia relaticamente antiga (do começo da década de 80), porém só com o avanço da tecnologia de semicondutores e do barateamento e aumento de capacidade é que eles se tornaram populares. As memórias Flash se caracterizam por armazenar dados em chips sem que estes necessitem eletricidade para manter os dados gravados, diferentemente das memórias RAM do computador, onde se perde os dados assim que se desliga o computador.

A diferença entre o cartão de memória e o pendrive está principalmente na conexão. Os pendrives são feitos para serem acessados diretamente pela porta USB, enquanto os cartões de memória são feitos para serem usados diretamente em dispositivos como MP3 player, câmeras fotográficas, alguns modelos de filmadoras e netbooks, etc.

2- HD x Pendrive: Quando usar cada dispositivo?

Pendrives foram criados para serem dispositivos portáteis, portanto são ideais para serem usados para armazenamento e transporte de dados como documentos, planilhas, fotos, base de dados, agendas, etc. Qualquer arquivo que deva ser aberto em mais de um computador pode ser transportado facilmente em um pendrive, principalmente arquivos grandes e que a transferência pela internet levaria mais tempo.

Outras funcionalidades do pendrive (que tem a ver com o armazenamento e transporte de arquivos) são instalar sistemas operacionais em Netbooks (já que estes não possuem driveres de CD/DVD) e armazenar de vídeos e músicas, já que os modelos mais modernos de TVs e DVD/Bluray players já aceitam pendrives para reproduzir estes tipos de arquivos.

HDs USB são ótimos para fazer backup, para usar de central multimídia, usar para armazenar dados que não são usados com freqüência em um netbook/notebook e para transporte de dados com tamanho maior que a capacidade dos pendrives.

3- Tipos de cartões de memória

Cartões SD – compatíveis entre si, bastando somente um adaptador de tamanho

Desde que surgiram os primeiros dispositivos móveis, as principais fabricantes tentaram impor seus cartões de memória no mercado. Outro fator que ajudou a aumentar a diversidade de modelos de cartões foi a evolução deles, que, com o tempo, se tornaram cada vez menores e com maior capacidade.

Atualmente, os padrões predominantes são os cartões SD e suas variações de tamanho: SD, Micro SD e MiniSD. Outro padrão que ainda existe no mercado é o MemoryStick usado nas câmeras da Sony, que agora também está adotando os padrões SD em seus equipamentos mais novos.

Memory Stick da Sony: Utilizado nos modelos mais antigos da marca

A diferença entre os cartões SD está somente em seu tamanho. Normalmente já são vendidos com adaptadores para poderem ser usados em quaisquer equipamentos.

4- Velocidade de transferência de dados

Nos HDs externos, existem vários fatores limitantes que podem aumentar ou diminuir a velocidade de transferência:

- Porta USB 1.1, USB 2.0, USB 3.0 e eSata

Gabinete: porta eSata, 2 portas USB e uma porta firewire – Importante: verifique no manual se a placa mãe dá suporte a estas entradas!

Embora as portas USB 2.0 sejam padrão dos computadores faz um bom tempo, ainda existem muitos computadores com porta USB 1.1, o que limita BASTANTE a velocidade de transferência dos dados – 12 Mbps, ou cerca de 1,5 MB por segundo. Se for o seu caso, vale a pena comprar uma placa PCI de USB 2.0. Outros aparelhos como scanner, impressora e pendrive também vão ficar com desempenho superior na hora de transferir os dados.

HDs externos compatíveis com a tecnologia USB 2.0 podem transferir dados em até 480 Mbps, o equivalente a cerca de 60 MB por segundo. Essa velocidade é suficiente para trabalhar com arquivos grandes diretamente do HD USB.

Identificando uma Porta USB 3.0 – “lingueta” azul (USB 3.0) na esquerda X lingueta preta (USB 2.0) na direita

Se você trabalha com Backup, talvez o ideal seja adquirir HDs externos compatíveis com a tecnologia USB 3.0, que permite a transferência de dados em até 4,8 Gbps, equivalente a cerca de 600 MB por segundo.

Alguns HDs externos possuem possibilidade de conexão via eSata. Neste caso, a velocidade de transmissão é muito superior, com velocidades de até 1.5GB por segundo em Sata I e 3.0GB por segundo e Sata II. Porém sempre verifique se os computadores que você conectará o case possuem este tipo de porta.

Alguns cases também possuem porta firewire, muito presente em computadores da Apple. Nesse caso, as velocidades de transferência de dados podem chegar a 400 MB por segundo (Firewire400) e 800MB por segundo (Firewire800).

Ao comprar um HD, opte sempre pela tecnologia mais moderna de comunicação (SATA é mais nova que IDE) e maior velocidade de rotação (7200 RPM é mais rápida que 5400RPM). E, obviamente, verifique no manual de instruções da sua placa mãe para ver se ele suporta o tipo de comunicação do HD, principalmente SATA e USB 3.0, que são as portas mais modernas presentes nos modelos mais novo.

- Pendrives: Velocidade x capacidade x preço

Camelôs na Santa Ifigênia vendendo “pendrive de 128GB” falsificado por R$30,00! Desconfie sempre da procedência!

O preço dos pendrives variam de acordo com a velocidade de acesso e a capacidade de armazenamento.

Se você pretende usar seu pendrive para transportar documentos pequenos para lá e para cá, a velocidade de gravação não influenciará tanto. Já se seu objetivo é passar grandes arquivos como filmes para poder assistir em uma TV, o ideal é optar por pendrives com alta velocidade de gravação.

Mas ao meu ver, o mais importante na hora de se comprar um pendrive é escolher bem sua procedência. Desconfie sempre de vendedores que vendem equipamento com preço muito inferior ao do mercado. Na grande maioria dos casos se tratam de peças falsificadas, que não possui sequer 10% da capacidade descrita na embalagem. Sempre compre estes equipamentos em lojas que forneçam nota fiscal!

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